Campineiras participam da 1ª Marcha das Mulheres Negras nesta quarta, 18/11

Marcha-SP

Dia 18 de novembro de 2015 entra para a história. Milhares de mulheres negras, de todo o país, participam da 1ª Marcha Nacional das Mulheres Negras, em Brasília. A Marcha reúne mulheres dos mais variados grupos que lutam por melhores condições de vida para as mulheres negras. O tema escolhido é Marcha das Mulheres Negras – contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver.

Após abertura às 10h, no Ginásio Nilson Nelson, as mulheres seguem em marcha pelo Eixo Monumental em direção à Praça dos Três Poderes. À tarde, atrações culturais e o encerramento previsto para às 17h.

Mulheres negras de Campinas partiram rumo à Brasília nesta terça, 17/11, para engrossar o coro de vozes pelo fim do racismo e por igualdade de direitos. Nosso Mandato apoia essa luta de forma incondicional.

O grupo de mulheres é heterogêneo tendo companheiras da periferia, estudantes, profissionais liberais e muitas outras que “sentem na pele” a discriminação do dia a dia. A delegação campineira também conta com mulheres de cidades da Região, que participam com o objetivo de acumular experiência e levar para outras colegas.

A ideia de realizar a Marcha das Mulheres Negras surgiu durante o Encontro Paralelo da Sociedade Civil para o Afro XXI, em 2011 e, desde então, diversas entidades do movimento de mulheres negras e do movimento negro do país e do mundo se juntaram para prepará-lo.

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Por que marchar
Atualmente, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014), 54,9 milhões de brasileiras se autodeclaram pretas ou pardas, muitas cuidam sozinhas de suas famílias e perdem seus filhos para a ação truculenta das forças de segurança do Estado.

Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), o IBGE computou 822 mil empregadas domésticas autodeclaradas pretas ou pardas, quase 60% do contingente total nas seis maiores regiões metropolitanas. Na média geral, mulheres negras ganham R$ 1.364 por mês, cerca de 44% da renda dos homens brancos, 75% dos negros e 60% das mulheres brancas.

Também são as negras as maiores vítimas do feminicídio. O Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e divulgado recentemente, aponta que o número de homicídios de mulheres negras aumentou 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013.

É nesse contexto que milhares, entre trabalhadoras urbanas, desempregadas, mães, sem teto, camponesas, quilombolas, indígenas, lésbicas, trans, líderes de terreiro, marcharão em Brasília, levantando a voz contra a violência, o racismo e as constantes ameaças aos seus direitos.

Luciete Silva, do Diretório Nacional do PSOL e militante do Círculo Palmarino, aponta várias razões da importância de todo o processo de articulação em torno da Marcha Nacional de Mulheres Negras. “O movimento precisa se reinventar e se reorganizar em torno de determinadas demandas. E o processo da Marcha foi fundamental para recolocar as pautas das lutadoras negras para a luta geral das mulheres e também para o conjunto da sociedade.

Se é difícil falar de feminismo, imagine de feminismo negro”, ressalta Luciete, que vê como extremamente significativo a realização da Marcha. “Mesmo num país em que a maioria da população é formada por mulheres, é muito difícil falar de nossas demandas e quando o recorte é a cor da pele, fica ainda mais complicado”.

A dirigente do PSOL também passa o seu recado à militância do partido. “É fundamental que o nosso partido se apodere desse debate e que as mulheres negras do PSOL se coloquem em espaços como esses da Marcha, da forma como for possível. Nós não podemos esperar que o restante da sociedade enxergue a importância da nossa luta. Nós é que precisamos sair às ruas e dar a visibilidade necessária”.

Diploma Zumbi dos Palmares 

No Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, o vereador Paulo Bufalo (PSOL) homenageia a jovem, Daniela Oliveira da Fonseca, com a entrega do Diploma Zumbi dos Palmares, na Câmara Municipal. A estudante mora em Campinas, desde 2013, quando ingressou no curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Daniela começou sua militância no combate ao racismo ao estagiar na Coordenadoria dos Assuntos da População Negra, que depois se tornou a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo. A partir daí se inseriu nas lutas dos movimentos sociais de promoção da igualdade racial e dos direitos humanos. Devido a sua área acadêmica atua no projeto social Promotoras Legais Populares – PLP’s, onde mulheres trabalham a favor dos segmentos populares no combate diário à discriminação. Daniela enfrenta o preconceito dentro do espaço universitário por manter os cabelos naturalmente crespos e soltos. Para ajudar no combate à discriminação, ela realiza debates de conscientização da luta pelo respeito às diferenças pela igualdade racial e de direitos.

 

Sessão Solene Diploma Zumbi dos Palmares

20 de novembro, às 20h

Câmara Municipal de Campinas – Av. Engº Roberto Mange, 66 – Ponte Preta.

 

 

 

 

 

 

 


Com informações do PSOL Nacional.

 

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