Campinas paga caro pela má gestão da SANASA!

Com o novo aumento 10,95% na conta de água a partir de fevereiro de 2016, a cidade de Campinas acumulará um aumento de 81,20% só no governo Jonas Donizette. Para o consumo de até 10 metros cúbicos, que é o volume mínimo cobrado pela SANASA – Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento, os cidadãos, em dezembro de 2012, pagavam o equivalente a R$ 35,36 e passarão a pagar R$ 64,07 em fevereiro. (Ver Tabela)

Em 2014 foram aplicados dois aumentos muito acima dos índices inflacionários, chegando a 18,91%.

Em agosto de 2015 o Presidente da SANASA justificou um segundo aumento no ano de 15%, como sendo uma “antecipação” do reajuste previsto para 2016, e agora , os consumidores descobrem que foram enganados, com o anúncio de novo aumento de 10,95%. Destaque-se que os aumentos da tarifa foram aplicados no período que a população mais contribuiu com a economia de água devido à crise hídrica gerada pela falta de chuvas e total ausência de planejamento na gestão do sistema, em todos os níveis de governo, sobretudo pelo estado de São Paulo.

Em Campinas são inúmeras situações que demonstram má gestão da empresa pública de saneamento, a SANASA: excesso de comissionados, assessores contratados para atuarem na Administração Direta; supersalários de seus dirigentes; falta de transparência de contratos e negociações envolvendo devedores e contratação sem licitação em área que a empresa possui corpo técnico, como no setor jurídico.

Outro agravante dessa situação é que depois da criação, em 2011, de uma tal de Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento da bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – ARES PCJ, os prefeitos da região, incluindo Campinas, terceirizaram a ela suas responsabilidades pelos reajustes. Ou seja, esta Agência mantida com dinheiro público, tem papel meramente homologador das decisões dos governos.

A base governista na Câmara de Campinas parece ignorar esta situação e bloqueia toda e qualquer iniciativa para apuração desses problemas. O papel fiscalizador, inerente ao parlamento e cobrado pelo Ministério Público Estadual, em resposta a Representação de minha autoria, fica submetido aos interesses do governo.

Adotaremos os caminhos possíveis com novas provocações ao MP e ao Tribunal de Contas, a denúncia pública permanente e rigorosa dos desmandos na SANASA e o questionamento da utilidade da Agência Reguladora.

tabela sanasa

 

Paulo Bufalo – Janeiro, 2016

 

 

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