Campinas: a saúde na UTI *

Há tempos denunciamos o descaso do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), com a saúde pública. No início do mês de abril, meu pronunciamento na Tribuna, destacou os protestos dos trabalhadores da saúde, junto com membros do Conselho Municipal de Saúde, que denunciaram a falta de profissionais e de medicamentos que tanto prejudica o atendimento à população.

São denúncias que vão desde pacientes aguardando nos corredores de hospitais públicos, que são atendidos por outros pacientes em melhor estado de saúde, até horas de espera na recepção. O que nossa cidade precisa é de menos troca de gramado e de mais investimento na saúde.

Além disso, a consulta de especialidades na rede pública de saúde demora demais. A consulta com um cardiologista, por exemplo, pode levar até um ano e quatro meses e cada Centro de Saúde marca apenas uma consulta por semana. Outro problema é a falta de medicamentos e vacinas como é o caso da Tetra Viral (caxumba, varíola, sarampo e rubéola).

Então, fiz mais uma cobrança ao sr. prefeito municipal pelo cuidado com a saúde pública, já que obras ou concursos públicos são tarefas do Executivo. Os vereadores podem sim, é direcionar mais investimento para a saúde, como sempre brigo na Câmara, durante a votação do orçamento, ao final de cada ano.

Em 2013, 2014, 2015 a cidade de Campinas ficou conhecida por bater recordes em casos de dengue e agora estamos vendo a falta de preparo dos gestores com o H1N1, que vem assustando a população. Isso significa que não foi feita a lição de casa na prevenção dessas doenças.

Sem falar que a Prefeitura sempre perde recursos federais para reforma ou construção de Centros de Saúde como ocorreu no Pq. Jambeiro, em 2013, e, recentemente, no Jd. Florence (ainda que este tenha sido direcionada para outros CS’s).

Ambas foram emendas da União indicadas por meio do deputado federal Ivan Valente do PSOL-SP, mas a perda de recurso não se trata de um problema partidário, mas de omissão e falta de prioridade pela Administração. Obras como do Pronto Atendimento no Jd. Carlos Lourenço atravessaram todo o governo e continuam paradas.

O prefeito precisa priorizar a atenção na saúde para superar essa situação dramática que vivemos nos nossos hospitais públicos e no atendimento na saúde básica. Uma ação emergencial é a contratação de profissionais para o acolhimento e o cuidado com nossa população.
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Em apoio ao protesto no Hospital Mário Gatti por mais profissionais, medicamentos e melhor atendimento à população.

* Paulo Bufalo
Professor e vereador em Campinas pelo PSOL.

 

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