Falta de vacinas Hepatite A e Tetraviral preocupa

vacinacao

O vereador Paulo Bufalo (PSOL) apresentou Requerimento para obter informações sobre a falta de vacinas nos Centros de Saúde em Campinas e, principalmente, sobre a regularização do fornecimento. A resposta confirma a averiguação do vereador nos CS’s e a constatação da população: faltam vacinas – ver reprodução do documento ao final do texto.

A situação se agravou com a falta de geladeiras apropriadas para o armazenamento das vacinas contra a gripe que chegou em fim de abril. Muitos CS’s estavam com as geladeiras quebradas e improvisaram com isopor até que fosse feita a manutenção.

Em resposta ao Requerimento, o Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde informou que a produção e a entrega das vacinas são de responsabilidade do Ministério da Saúde e do governo estadual. Na falta delas, o município não cumpre o calendário de imunizações.

Entre as vacinas que faltam na Rede Pública de Saúde estão a Hepatite A e a Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), que são aplicadas em dose única. A Prefeitura informou ainda que o Estado orientou substituição da varicela pela Tríplice Viral.

A irregularidade no fornecimento de vacinas ocorre desde o ano passado. O número de crianças nascidas que deveriam ser vacinadas é de 1349 ao mês (dados de 2015). Segundo a Vigilância em Saúde, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde divulgou, em nota, que o abastecimento se normalizaria em fevereiro e isso não ocorreu.

Sobre o atraso foram diversos os motivos: problemas alfandegários, indisponibilidade no estoque e até crise mundial das vacinas.

Em 2013, 2014, 2015 a cidade de Campinas ficou conhecida por bater recordes em casos de dengue e agora estamos vendo a falta de preparo dos gestores com o H1N1, que vem assustando a população. Isso significa que não foi feita a lição de casa na prevenção dessas doenças.

 

Cortes na Saúde

Nessa última semana, o Presidente interino Michel Temer (PMDB) anunciou a desvinculação do orçamento da União o recurso de 30% da saúde. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) já vem utilizando essa prática. Ano ano passado, só na saúde, cortou dinheiro de compra para remédio na farmácia de alto custo – medicamentos fundamentais para a sobrevivência de pacientes e também verbas das Santas Casas. Essa semana cortou 40 milhões do orçamento da Unicamp.

Em Campinas, a Câmara precisa ter muita responsabilidade ao discutir o orçamento municipal porque nos últimos anos, diminuiu-se o investimento na área de Assistência Social e foi crescendo nos serviços públicos como a colocação de grama, em locais em que não são necessários.

 
Campinas e a crise na Saúde

Há tempos denunciamos o descaso do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), com a saúde pública. São protestos de trabalhadores e do Conselho Municipal de Saúde sobre falta de profissionais, de medicamentos e de vacinas.

São denúncias que vão desde pacientes aguardando nos corredores de hospitais públicos, que são atendidos por outros pacientes em melhor estado de saúde, até horas de espera na recepção.

Além disso, a consulta de especialidades na rede pública de saúde demora demais. A consulta com um cardiologista, por exemplo, pode levar até um ano e quatro meses, e, cada Centro de Saúde marca apenas uma consulta por semana. 

“Em 2014, a Câmara Municipal foi irresponsável ao votar a criação de uma centena de cargos comissionados, o impacto foi de mais de R$ 3 milhões ao ano de gasto. Por isso, ao entrar no debate do orçamento que é o planejamento financeiro nós precisamos olhar também os desmandos desses anos todos que geraram despesas e geraram peso na folha de pagamento para chegar à essa situação. Vamos dar nossa contribuição fazendo análise crítica para que não prevaleça essa situação daqui para frente”, disse o vereador Paulo Bufalo.

 

Documento digitalizado4Documento digitalizado5

Posted in Noticia.