Campinas finalmente contrata estudo sobre VLT do Centro a Viracopos

REQUERIMENTO DE VEREADOR INFORMA PRORROGAÇÃO DE PRAZO

 

Após prorrogação do prazo, a Prefeitura de Campinas finalmente apresentou projeto para contratar estudo e verificar a possibilidade de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT no trecho previsto que vai do Terminal Rodoviário passando pelo Terminal Central seguindo até o Aeroporto de Viracopos, com expectativa de transportar 100 a 120 mil pessoas por dia.

O imbróglio se arrasta desde setembro de 2014 com a assinatura do Termo de Compromisso entre o Ministério das Cidades, responsável pelo recurso, e a Caixa Econômica Federal, com valor máximo era de R$ 1,2 milhões. O término do contrato ocorreu em abril de 2016, como o Prefeitura não tinha apresentado projeto e poderia perder o recurso, o prazo foi prorrogado por mais um ano.

O Executivo é muito lento em executar projetos para captação de recursos de outras instâncias (governo estadual ou federal). Nesse caso, se o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte e outros ativistas da área de mobilidade urbana não cobrassem o recurso teria se perdido. Tanto que o contrato teve uma delação de prazo e foi assinado no último dia”, aponta o vereador Paulo Bufalo (PSOL) que pediu informações à Prefeitura sobre o sistema VLT – Requerimento nº 1056/2016. Abrir PDF

O documento questionava o cronograma do projeto e o recurso. A Prefeitura informou que o resultado da licitação realizada pela Emdec foi publicado no Diário Oficial do Município, de 20 de abril. A vencedora da tomada de preços é a Logit Engenharia Consultiva Ltda, pelo valor de R$ 835.074,89. O prazo final para entrega do projeto é de oito meses. O repasse das parcelas serão feitas de acordo com as medições.

A empresa fará a prestação de serviços técnicos de engenharia e arquitetura para o traçado, o projeto funcional e estudos de viabilidade técnica, ambiental, econômica e financeira para o sistema de passageiros conforme o DOM.

Quanto a possibilidade em implantar outro modal na cidade, a resposta é que dependerá do estudo sobre o VLT. “Está em andamento o projeto de construção das marginais na Rodovia Santos Dumont porque a circulação no local está esgotada. Caso houvesse a implantação do VLT, a construção do modal seria neste eixo e requer uma discussão entre os órgãos técnicos municipal e estadual e com a concessionária”, explicou o vereador.

 

Antigo VLT

Em 1990, a Prefeitura de Campinas implantou o Veículo Leve Sobre Trilhos que foi desativado cinco anos depois. A linha usou o antigo leito da estrada de ferro Sorocaba, iniciando o serviço com o trecho entre as estações na Avenida Barão de Itapura e o Jardim Aurélia. No ano seguinte, foram inauguradas as estações Central, Vila Teixeira e Campos Elíseos, com total de 7,9 quilômetros de extensão.


BRT

O BRT (Bus Rapid Transit) em Campinas, uma das principais propagandas do prefeito Jonas Donizette (PSB), anunciadas em 2013 e começo da obra para início de 2014, ainda não teve todo o recurso captado. O custo total, de projeto e execução da obra, está previsto em R$ 540 milhões pelo Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC II) – Grandes Cidades. A Prefeitura fará financiamento com a Caixa Econômica Federal para conseguir o valor que falta de R$ 250 milhões, uma dívida que pode comprometer o caixa e se tornar uma obra inacabada.

A operação do sistema BRT é formado por estações de transferência com corredores exclusivos de ônibus. Em Campinas, a previsão é a implantação de dois corredores nos eixos Ouro Verde e Campo Grande e um Corredor de interligação denominado de Corredor Perimetral, que utilizará parte do leito desativado do VLT.

 

 

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