Professores já podem responder pesquisa sobre ensino da história afro-brasileira *

Prazo para responder ao questionário online é de 11 a 31 de agosto. Pesquisa foi viabilizada por Acordo de Cooperação entre Câmara Municipal, Secretaria Municipal de Educação, Unicamp e Instituto Federal, assinado na quarta-feira (10)

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Os professores da rede municipal de ensino já podem responder ao questionário da pesquisa sobre o ensino da história africana e afro-brasileira nas escolas, por meio do site Educação Conectada (da Prefeitura). Os participantes não serão identificados. O prazo é de 11 a 31 de agosto. O objetivo é identificar as dificuldades dos profissionais para a aplicação desses conhecimentos aos alunos do Ensino Fundamental e Médio, conforme previsto em lei federal (10.639/2003) que incluiu esses conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

A pesquisa está sendo realizada por meio de parceria entre a Câmara Municipal, a Secretaria Municipal de Educação, a Faculdade de Educação da Unicamp e a  Pró-Reitoria de Pesquisa do Instituto Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (IFSP). A parceria foi oficializada com a assinatura de um Acordo de Cooperação, em ato de lançamento da pesquisa (quarta-feira, 10), realizado pela Comissão Especial da Câmara que estuda a implementação do ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas da cidade.

Os resultados da pesquisa serão divulgados no dia 27 de setembro. Na sequência, a Comissão de Estudos da Câmara pretende aplicar o questionário também aos professores das redes estadual e particular da cidade. Embora previsto em leis federais desde 2003 (pela Lei 10.639- história e cultura africana e afro-brasileira) e 2008 (pela Lei 11.645- Indígena), esse conteúdo ainda não é aplicado de forma efetiva e regular em todas as escolas da cidade e do País. A expectativa da Comissão é que os dados obtidos com a pesquisa subsidiem a formulação de políticas públicas de superação.

Os responsáveis pela pesquisa são Ângela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Unicamp e pesquisadora de questões raciais; Caroline Jango, do IFSP; e Edna Lourenço, presidente do Grupo Força da Raça. A Comissão de Estudos foi criada em novembro de 2014, por iniciativa do vereador Carlão do PT. Durante esse período, realizou diversas atividades e reuniões, com o intuito de colaborar com a conscientização das pessoas e promover parcerias com entidades, movimento negro e os poderes públicos municipal e estadual. Os outros membros da Comissão são os vereadores Paulo Bufalo (PSOL), relator; Professor Alberto (PR) e Luiz Carlos Rossini (PV).

 

Alguns comentários dos convidados durante o lançamento da pesquisa: 

“Vamos fazer com que Campinas seja novamente referência no ensino da história afro-brasileira! Outra contribuição que pretendemos fazer para motivar os profissionais de Educação é o Diploma Nelson Mandela, homenagem da Câmara que estamos propondo para professores da cidade que se destacarem no ensino da história afro-brasileira”- vereador Carlão do PT.

“A aplicação da pesquisa vai possibilitar entender quais são os caminhos para se ir além do currículo escolar ou de algumas atividades referentes às culturas negra e indígena e como fará diferença no cotidiano e na organização da nossa sociedade. A Comissão deve divulgar amplamente essa pesquisa e motivar os servidores da Rede Municipal. É uma contribuição que ajudará a enfrentar esse momento de intolerância que vivemos”- vereador Paulo Bufalo.

“O que me motiva, desde 1987, a pesquisar o racismo é o silêncio, de como situações de preconceito podem ser tão fortemente ignoradas nesse campo. Precisamos saber o que e como estamos fazendo. Conhecer entraves e dificuldades nos ajuda a enfrentá-los. Também o que nós, da universidade, podemos fazer para formar melhor os professores ”- Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Unicamp.

“Tenho visto as dificuldades dos professores. Acredito que essa ação vai subsidiar muito nosso trabalho e ações futuras”- Caroline Jango (IFSP).

“Na escola, você é educador, tem que deixar as intolerâncias lá fora”- Gisele Marchi, coordenadora na Secretaria Municipal de Educação.

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Agradecimentos:

* Texto: Assessoria de imprensa do vereador Carlão do PT

Fotos: Assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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