Nota do PSOL-SP sobre reunião com Secretário Estadual de Segurança

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Dirigentes do PSOL se reúnem com Fernando Grella Vieira sobre a violência nas periferias

O líder da bancada do PSOL na Câmara Federal, deputado Ivan Valente, o presidente estadual do partido, vereador de Campinas Paulo Bufalo e o vereador de São Paulo, Toninho Vespoli, acompanhados por ativistas dos movimentos em defesa dos direitos humanos das duas cidades, se reuniram com o Secretário Estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, nesta segunda-feira, 10/02, para tratar da violência policial nas periferias.

As principais reivindicações foram sobre medidas de segurança para a população, informações e providências na apuração das mortes violentas que ocorreram recentemente nas duas cidades. Os dirigentes do PSOL repassaram ao Secretário o temor das comunidades com a escalada de violência envolvendo intimidações, ameaças, chacinas e seus desdobramentos. O sentimento é de que existe uma “espiral de violência”, quando um policial é vitimado a repressão é imediata e pode ultrapassar os parâmetros legais, atingindo em especial a população vulnerável.

Fernando Grella Vieira afirmou que a Secretaria está se empenhando na solução dos casos de chacinas e se comprometeu a julgar e punir os responsáveis, sobretudo, quando se trata da atuação criminosa dentro do próprio Estado. “O que temos é a forte presença do crime organizado para dentro e para fora do Estado”, disse Ivan Valente.

O compromisso se estendeu a atuação da Secretaria, em acolher informações oferecidas por entidades como relatórios e dossiês, para que possam ampliar a proteção de familiares e testemunhas que sofrem intimidações nesses casos. O Secretário afirmou que policiais que atuam sem suas respectivas identificações funcionais devem ser objeto de sanções, seja em ação cotidiana ou no acompanhamento de manifestações. Por isso é importante que a população apresente as informações que possuem às autoridades.

O vereador da capital Toninho Vespoli disse que excessos foram cometidos por policiais, no Jardim Elba e Parque Vila Madalena, na Zona Leste. Foram realizadas duas audiências públicas, com a presença do Comando da Polícia Militar da área. Em seguida, policiais sem identificação voltaram às comunidades para ameaçar a população em função das reuniões e dos depoimentos prestados. “A base não está respeitando a orientação do Comando. É preciso que haja mais firmeza das instâncias superiores”, afirmou.

Para demonstrar a dificuldade que passa a cidade de Campinas, Paulo Bufalo exemplificou que em casos como essa da chacina na região do Ouro Verde, em que há muita comoção social e repercussão, mesmo o governo estadual afirmando se empenhar na solução, isso não representa a realidade do cotidiano da cidade, que tem, inclusive, deficit de profissionais, o que aumenta o sentimento de impunidade.

Os parlamentares cobraram solução a curto prazo, já que as estatísticas apontam que em regiões periféricas onde há mais famílias submetidas à pobreza, a violência vem crescendo. “Cumprimos nossa tarefa parlamentar ao transmitir as informações e o sentimento das cidades. Esperamos que acabe o processo de criminalização dos movimentos sociais e o assassinato da juventude pobre e negra”, disse Paulo Bufalo.

Executiva Estadual do PSOL-SP

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