PSOL Campinas debate manifestações

Plínio Arruda Junior aponta desafios

A Plenária do PSOL Campinas realizada, ontem (30/07), debateu temas que estão no cotidiano da população como as manifestações populares, que ganharam as ruas no mês de junho, e continuam dizendo à classe política como estão insatisfeitos.

O debate teve como convidado o professor de economia da Unicamp, Dr. Plínio de Arruda Sampaio Junior e contou com a participação do presidente estadual e vereador de Campinas, Paulo Bufalo. O encontro reuniu a direção municipal e mais de cem militantes e apoiadores.

Bufalo lembrou a crise econômica mundial em 2008 e que o presidente Lula disse: “No Brasil será apenas uma mariolinha”. “As manifestações são o resultado daquele período e temos que saber ouvir as vozes das ruas”, ressaltou o vereador.

Plínio Junior destacou as manifestações, que ele chamou de ‘jornada de junho’, vão no caminho inverso ao traçado anterior, em criminalizar os movimentos sociais. “Não se poderia prever as manifestações, mas essas ações da população vêm do acúmulo das pessoas que são ligadas aos partidos de esquerda, o que também levou às manifestações, portanto não podemos deixar os partidos de lado”, explicou.

Para o professor a direita “pôs as mangas de fora” com a ascensão da esquerda nos movimentos, e, fez duras críticas ao PT. “Em 1989, o PT levava as pessoas às ruas e com a possibilidade de ser governo, o PT tirou a população das ruas.

Desafios

Plínio Junior aponta que teremos instabilidade econômica pela frente, mas que é possível a mudança estrutural no país, “o que aconteceu no Brasil não é passageiro, a jornada de junho desmonta o padrão de dominação e exploração. As manifestações foram altamente subversivas, só a sombra de uma crise política já abalou o país dessa forma”, e lembra o sociólogo Florestan Fernandes que afirmava ser preciso usar o conflito para reivindicar políticas públicas.

O economista disse que é pedagógico para o PSOL, como partido de esquerda, aprender com as novas formas de conflito e de linguagem. “Devemos servir o movimento e dar uma direção de qualidade, assim estaremos à altura dos desafios das ruas”, completou.

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