Debate aponta urgência na criação de política de Estado para setor cultural em Campinas

A Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara Municipal de fomento à cultura realizou, ontem (13/6), o debate de fomento às artes da cena com artista e produtores culturais, que trabalham no cotidiano com diversas manifestações artísticas. O encontro teve o Plenário lotado e dezenas de grupos artísticos e apontou a urgência da criação de uma política de Estado para o setor cultural em Campinas. O debate permitiu a avaliação das experiências da lei de fomento no município de São Paulo, que já tem dez anos, para contribuir com a elaboração da legislação municipal para o setor.

O vereador Paulo Bufalo, presidente da CEE, acredita que o debate é uma das ferramentas para o empoderamento das pessoas sobre o fomento e seus desdobramentos como o trabalho continuado dos grupos. “Temos que ter uma política de Estado para a cultura e avançamos na Comissão quanto a isto. Estamos contribuindo com essa formulação para ser um contraponto à lógica do mercado”, afirmou Bufalo.

O secretário de cultura, Ney Carrasco, destacou a importância dos debates sobre o fomento à cultura. “A discussão política precisa ser em nível governamental – legislativo e executivo – com a classe artística, com nossos colegas, pensar cultura enquanto coletivo é uma ideia contemporânea. Um debate que leva a criação de uma lei, é fundamental pelo poder social e transformador”, completou.

Carrasco ressaltou que a renúncia fiscal consolidada, como forma de obtenção de recurso, é um modelo que deve ser repensado. “A decisão fica na mão dos empresários e dentro da lógica de interesse deles. O ideal é como acontece em São Paulo, a legislação prevê a continuidade para a formação e a interação social diretas.

O trabalho continuado também é o pensamento do grupo Movimento Levante Cultura de Campinas, uma das entidades que vem estudando a criação da lei de fomento. A diretora e pesquisadora do Barracão Teatro e integrante do Levante, Tiche Vianna, falou que o conceito é trabalhar o cidadão do ponto de vista do compartilhamento. “É necessário estimular a cultura em cada bairro”, disse.

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Experiências

O debate de fomento às artes da cena realizado pela Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara Municipal de fomento à cultura na noite desta quinta-feira (13/6) contou com a presença de convidados experientes do setor cultural.

Os trabalhadores da dança, na capital paulista, passaram a ter lei específica, após a categoria do teatro ter sido contemplada. “A lei de fomento ao teatro foi um marco no Brasil e aí a dança começou a se movimentar. Por isso é necessário os movimentos coletivos e artistas sem ego, pensando exclusivamente em construir uma política cultural, disse o presidente da Cooperativa Paulista de Dança e diretor da Cia. Borelli Carne Agonizante, Sandro Borelli.

A responsável pela Divisão de fomentos da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Marisabel Lessi de Mello, garantiu que a lei de fomento gera impactos diretos na vida cultural da cidade e na formação da cidadania. O papel do Estado para o fomento à cultura também foi apresentado pelo representante da Companhia Insurgente e Cooperativa Paulista de Teatro, Dorberto Carvalho.

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