Bufalo pede CPI para apurar benefícios na IMA

Bônus da diretoria chega a 55% do salário

O vereador Paulo Bufalo (PSOL) pede abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para apurar os benefícios de três diretores, de até 55% do salário, executivos da Informática dos Municípios Associados – IMA, entre 2005 e 2012, de acordo com publicação na imprensa em 23 de maio. O parlamentar conseguiu assinatura de cinco vereadores da Casa. A IMA é uma empresa que tem a prefeitura de Campinas como principal acionista e presta serviço em tecnologia da informação e comunicação.

A CPI quer investigar porque benefícios foram pagos aos diretores de maneira ‘informal’ nesse período. Segundo informações deles próprios, a regulamentação se deve por determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE. O bônus abrange auxílio-moradia, reembolso da previdência privada, ressarcimento de gastos por uso de veículos próprios e bolsa educação para os filhos. Diante do escândalo moral, o prefeito Jonas Donizete revogou a norma administrativa.

Trabalhar com ética e transparência é uma prática no PSOL. Para o vereador Paulo Bufalo a fiscalização do poder público é um dever do parlamentar. “O dinheiro público nos é muito caro, a população sofre em áreas de necessidades básicas como a saúde, moradia, transporte e educação e os recursos devem ser bem gastos.

Requerimentos de convocação

Paulo Bufalo convocou para esclarecimentos o presidente da IMA, Fábio Pagani, mas teve o requerimento negado pelos colegas na Sessão de ontem (27/5). A base governista driblou a situação e a convocação foi feita pela Comissão de Administração Pública para 11 de junho. “Vou participar do debate, mas não vejo porque os vereadores negaram o requerimento, que é mais um instrumento de informação”, disse o psolista.

Preocupado com o ressarcimento aos cofres públicos, o vereador protocolou um requerimento pedindo a presença do secretário Municipal de Administração, Sílvio Bernardin, para explicar quais medidas estão sendo tomadas sobre a falta de comprovação de gastos ao governo federal de programas como o “Segundo tempo” e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasc, no valor de R$ 3,7 milhões de reais. O governo já anunciou que abrirá inquérito administrativo. O secretário será ouvido pela Casa no dia 10 de junho.

Posted in Noticia.