Trabalhadores da Pirelli fazem greve contra a pressão e a intransigência da empresa

Desde o dia 5, terça-feira, os trabalhadores da Pirelli, em Campinas, realizam uma histórica greve.  Em período de campanha salarial do setor de artefatos em borracha, os trabalhadores, em assembléia realizada na empresa no dia 4, foram unânimes em rejeitar a proposta acordada entre a patronal e o sindicato (2%+INPC). Desde então, aguardavam a realização de reuniões para a abertura de novas negociações, sendo que supostamente já havia uma marcada para o dia 12.

A resposta da empresa, no entanto, foi de total desrespeito com a decisão da categoria. Chefes e supervisores passaram a fazer ameaças, informar do cancelamento das reuniões e pressionar pela aceitação da proposta através de pequenas reuniões ou conversas individuais. Tal atitude foi o estopim da greve.

Segundo a Comissão de Representantes escolhida durante a greve, a paralisação dos cerca de 2 mil trabalhadores da Pirelli é quase total.

Em visita de solidariedade à greve neste domingo, 10, o presidente estadual do PSOL Paulo Bufalo e o representante da Intersindical Tonhão Brother receberam denúncias feitas pela Comissão em relação aos procedimentos da empresa. Além dos tradicionais métodos para tentar esvaziar a greve, como buscar pessoal em casa e assediar via telefone, a direção da Pirelli está colocando trabalhadores da empresa terceirizada TLM, responsável pela logística, na linha de produção. Esse fato é muito grave, pois além dos mesmos não terem treinamento para a função, recebem salários que não condizem com a tarefa.

Para Paulo Bufalo, é preciso levar a solidariedade ao movimento grevista e tais denúncias devem ser encaminhadas aos órgãos competentes, como Ministério Público e Ministério do Trabalho.

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