Em seminário, Paulo Bufalo afirma que não há como garantir sustentabilidade sob a ótica do lucro

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No Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho – o tema ambiental foi o foco no primeiro de uma série de seminários que o PSOL Campinas está realizando para debater programa de governo para as eleições municipais de 2012.

A militância do partido reuniu-se na Associação Campineira de Imprensa e debateu o eixo “Campinas: uma cidade justa e sustentável”, apresentado pelo presidente municipal do PSOL Arlei Medeiros, por Paulo Bufalo, presidente estadual do partido, e por Antônio Rasteiro, dirigente reconhecido na luta contra a contaminação promovida pela multinacional Shell/BASF na região.

Paulo Bufalo chamou a atenção para o fato de que todos os partidos têm falado em sustentabilidade, mas que sob a ótica do lucro não há como garanti-la.   “Nós temos um problema grave que é global. O aumento da destruição ambiental sempre se deu quando o capitalismo estava em alta e com grande consumo. Agora nós estamos vivendo momentos de crise, com retração do consumo, e mesmo assim continua a ultra degradação ambiental”, avaliou.  

O presidente estadual do PSOL também criticou a postura do Governo Dilma no Código Florestal e chamou a atenção para um modelo baseado no consumismo. “É preciso dialogar com esse sentimento de bem estar da população, mas apontar que a felicidade tem de estar vinculada à busca de conhecimento, lazer, arte, relações sociais”, afirmou.

Em relação a Campinas, Paulo Bufalo pontuou a necessidade em rever o Plano Diretor e denunciar a fraude que foi a construção do plano em 2010, permitindo o aumento da especulação imobiliária. Também reivindicou os instrumentos de participação popular previsto no Estatuto da Cidade e a mudança na relação com a iniciativa privada em relação aos contratos de coleta e aterro do lixo. “O controle da iniciativa privada interfere na falta de estímulo à coleta seletiva de lixo”.

Paulo Bufalo também defendeu que o município tenha políticas de incentivo a medidas alternativas, como energia solar, coleta de água de chuva e não pavimentação total das propriedades.

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