Curso De pernas pro ar encerra com experiência cubana

DSCN7767

Educação infantil passa por mudança de currículo

 

O encerramento do Curso De pernas pro ar: a pedagogia a partir da perspectiva da infância contou com a participação da representante do Ministério de Educação de Cuba, professora Olga Franco García, que apresentou a atualidade da experiência da educação cubana, no último dia 29 de outubro, com intensa interação dos participantes. 

O Curso promovido pelo Mandato do vereador Paulo Bufalo (PSOL) iniciou em junho, com carga horária de 30 horas e teve apoio do Centro de Defesa de Direitos de crianças e adolescentes de Campinas – Cedecamp e da Câmara Municipal de Campinas.

Olga explicou que há oito anos Cuba iniciou o processo de atualização da educação infantil com mudança de currículo e de concepções,pensando a criança em sua totalidade. “Iniciou-se uma verdadeira revolução na educação, mediante uma revisão contínua nesses anos e a educação é revista o tempo todo”, disse.

Entre as experiências vividas no país caribenho, a professora indicou que se faça mais uso do lúdico com as crianças e para isso que os educadores tornem-se lúdicos, trabalhem com esporte, dança, façam roda de brincadeiras com a participação das famílias nas praças, parques, além das escolas.

A professora Olga, que já participou de outro Curso em nosso segundo Mandato, em 2007, sobre o cotidiano das profissionais em educação infantil em Cuba, agora falou da educação pública no país após mais de meio século de bons resultados e nos inspira a continuar trabalhando por uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse Bufalo.

Para os cubanos, a educação tem a mesma importância – da infância à universidade. Olga Franco García concluiu a palestra com uma frase do mito da Revolução Cubana, Ernesto Che Guevara: “A universidade deve pintar-se de negro, de índio, de operário e de camponês”.

 

Cuba sem analfabetismo

Olga Franco García falou como Cuba superou a crise do analfabetismo, que foi erradicado em 1961, após os trabalhadores tomarem o poder dois anos antes. Entre as primeiras medidas esteve a construção massiva de escolas, somente na educação infantil foram criadas 10 mil salas.

Outra iniciativa foi a nacionalização do ensino, com responsabilidade total do Estado, de forma laica e gratuita, que levou a alfabetização aos trabalhadores, nas cidades e no campo. Olga contou que contrariou a família ao mudar-se para o campo para alfabetizar os camponeses, ainda a base de lamparina.

O Sistema Nacional de Educação é umametodologia utilizada no país que interliga todos os ciclos – do infantil ao universitário com princípios básicos de responsabilidade do Estado; participação da sociedade; escola aberta à diversidade e educação especial; atenção diferenciada e integração escolar; gratuita; massiva e direito de todos e a combinação de estudo com trabalho.

 

Encontros anteriores

O primeiro encontro do Curso De pernas pro ar: a pedagogia a partir da perspectiva da infância tratou de arte e cultura na infância, o segundo da igualdade de gênero, o terceiro encontro abordou os 25 anos de ECA, o quarto encontro foram apresentadas práticas pedagógicas sobre relações raciais e da cultura dos povos indígenas e a importância da aplicação nas escolas das leis 10.639 (Africanidades) e 11.645 (povos indígenas) e o quinto encontro falou sobre o protagonismo das crianças nas cirandas de roda.

No sexto encontro os participantes conheceram a oficina de Monotipia com exposição dos desenhos e trataram do tema da Pedagogia da Autonomia. O sétimo falou sobre o direito à cidade e ao meio ambiente das crianças e adolescentes. Já o oitavo encontro contou com aula prática sobre danças populares e a penúltima etapa do curso abordou a arte na formação dos docentes.

 

 

Posted in Noticia, Sem categoria and tagged , , , .