Comissão de Proteção Animal sugere protocolo único, entre Estado e Município, sobre manejo de capivaras

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Câmara de Campinas realizou uma reunião extraordinária 16/11) para debater o caso de eutanásia de 16 capivaras no Condomínio Alphaville, ocorrido no início de novembro. A Comissão tem os vereadores Carmo Luiz (PSC) como presidente e Paulo Bufalo (PSOL) como membro.

Entre os encaminhamentos da reunião foi sugerido a criação de um protocolo único, entre Estado e Município, para as medidas de manejo de capivaras e a realização de um workshop sobre o tema.

A diretora do Centro de Manejo e Fauna Silvestre da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Monique Silva, falou sobre o manejo ambiental, controle da procriação das capivaras, prevenção da transmissão da febre maculosa e da infecção causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, pela picada do carrapato-estrela.

Após questionar sobre o protocolo que solicita e pede apoio aos órgãos municipais para minimizar a letalidade dos animais, o diretor do Departamento de Bem Estar Animal (DPBEA), Paulo Anselmo Felipe, sugeriu a criação de um grupo de trabalho, entre o Estado e Municípios, com protocolo único sobre o manejo dos animais.

O vereador Paulo Bufalo (PSOL) concordou com a criação de um protocolo único para casos que envolvam mais de uma secretaria ou órgãos. “Nós não temos um protocolo nem de saúde e nem político para resolver esse problema. Agora que uma parte das capivaras já foi abatida, acredito que a grande solução é ter um protocolo para que se resolva esses casos”, avaliou.

Caso Alphaville

No início de novembro, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA) autorizou a eutanásia de capivaras no Condomínio Alphaville, após exames realizados pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), que confirmaram a presença de anticorpos para febre maculosa. O condomínio matou 16 animais até o dia 6, quando a repercussão do caso ganhou força na cidade, com protestos de moradores, ativistas e protetores de animais e do Conselho Municipal. O abate foi interrompido, mas a autorização ainda não foi revogada. Em 30 de outubro, Paulo Bufalo e protetores estiveram na portaria do Alphavillle conversando com moradores, que não sabiam da gravidade da situação.

O vice-presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Flávio Lamas, lembrou que, em 2011, 13 capivaras foram abatidas no Lago do Café, após autorização do Ibama, sob o argumento de que estavam infestadas com o carrapato-estrela, porém outra população ocupou o lugar. Uma das possibilidades de prevenção defendida pelo Conselho é a castração dos animais.

Para a presidente do Conselho Municipal de Defesa e Proteção Animal, Ingrid Menz, o diagnóstico da doença – febre maculosa – pode ser um problema porque apresenta sintomas de várias outras doenças. O representante do Condomínio Alphaville, presente na reunião, afirmou que “foi uma opção técnica”.

Com informações do release da Assessoria de Imprensa da CMC

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